Bonjour, mes enfants obscurs
Estes últimos dias para mim foram uma eternidade – mas, como eu consegui desligar da minha “vida anterior”,mergulhei também num frenesi criativo que terá conseqüências por aqui… Agradeço imensamento a paciência de todos vocês e peço desculpas pelas dificuldades técnicas do dia 30, mas eu sinceramente não sei o que aconteceu. Mas vamos seguir em frente.
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Bonsoir, mes enfants obscurs
Gostaria de compartilhar com os amigos que, após um ano demoníaco de tirar o couro infernal exaustivo, amanhã (22/12) partirei para uma quinzena de férias no Rio Grande do Sul, retornando dia 08/01. Já de antemão desejo a todos vocês uma excelente passagem de ano e agradeço a todos que estiveram conosco em 2009, lendo, comentando, sugerindo, contribuindo e, claro, fazendo a nossa mórbida felicidade com comentários de ódio e/ou intolerância religiosa. Sem vocês, não teria graça manter este blog. Para o ano que vem, muitos planos e novidades. Aguardem algumas surpresas no Sombria Elegância versão 2101.

Bonjour, mes enfants obscurs
De tanto fuçar nos fóruns e páginas dos grupos estrangeiros de reconstrução histórica, de tanto me maravilhar com associações que promovem Chás Vitorianos e Bailes Eduardianos, foi inevitável questionar porque não temos nada similar no Brasil. Será pura ignorância histórica ou preguiça intelectual? Nem uma, nem outra. Acredito que haja mesmo é a falta de uma rede que unifique toda essa gente que gosta da História feita na cozinha e nos bordéis (e não no gabinete de algum político pomposo) e que não só estimule a curiosidade sobre o assunto, mas forneça subsídios para que esse povo se informe – e no futuro possa realizar seus próprios eventos. Nessa linha dos eventos, tivemos há pouco tempo o Pic Nic Vitoriano de Curitiba, que foi um luxo e provou que tem MUITA gente interessada no assunto e disposta a se dedicar à coisa. Assim, apresento a vocês a Sociedade Histórica Desterrense.
Meu objetivo a longo prazo é realizar um evento com temática vitoriana em Florianópolis, mas para isso é preciso, antes, formar um grupo que tenha uma base sólida sobre o assunto e esteja realmente engajado em fazer a coisa funcionar. E um grupo que não se componha só de locais; existe muita gente boa perdida pelo país, certamente imaginando se não há mais alguém lá fora com os mesmos gostos…Desculpem o drama, eu me empolguei. Então, para reunir todos esses dedicados amantes do século XIX (seja pelo período napoleônico, pela Regência/Restauração ou pela Era Vitoriana), foi criada uma rede no NING, a Sociedade Histórica Desterrense. Para quem não conhece, o NING é uma espécie de orkut “cult”, onde as pessoas fundam redes para trocas de informações úteis e não para fazer joguinhos do tipo “vô num vô”. A nossa página já está organizada em fóruns que cobrem desde culinária até fotografia. Todos que se interessarem pelo assunto serão bem-vindos.
***UPDATE 27/06/2010***
A Sociedade Histórica Desterrense (SHD) conta agora com um fórum próprio, dentro do domínio do Sombria Elegância
Bonsoir, mes enfants obscurs
Dando continuidade ao post sobre Moda Medieval, falarei hoje um pouco sobre a moda renascentista. Gostaria antes de esclarecer que esse não é um período pelo qual eu morra de amores, motivo pelo qual não tenho lá muito material sobre o assunto (nada que se compre à Idade Média ou ao Século XIX, por exemplo). Ainda assim, vamos tentar.
CENÁRIO HISTÓRICO
Durante a Renascença (séculos XV a meados do XVII, variando entre autores e regiões da Europa), a roupa é alçada a uma nova condição social. Com a ascensão da burguesia mercantil, a partir do século XIV, a moda passa a ser, mais do que nunca, um instrumento de diferenciação social, ao lado da arte. As famílias burguesas expunham ao mundo sua riqueza e prestígio nas vestimentas, o que, por sua vez, ajudava a manter funcionando o profícuo comércio de tecidos que movimentava a Europa. E financiar artistas que as retratassem em toda a sua pompa e glória era, igualmente, um mecanismo que provar ao mundo quão rica era a família. É através desses registros que temos alguma idéia do que eram os trajes renascentistas. Na França, Espanha e cidades italianas desenvolveu-se um lucrativo mercado de pinturas de retratos de nobres e burgueses ricos, que nos permite conhecer o que havia de mais suntuoso nos seus guarda-roupas (afinal os caras se produziam para serem imortalizados!). Na região da atual Holanda, desenvolveu-se um outro estilo artístico, que retratava cenas do cotidiano da pequena burguesia e dos próprios camponeses. A respeito dessas escolas artísticas, qualquerbusca no Tio Google pode esclarecer mais.
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Bonjour, mes enfants obscurs
Visitando o Courtesan Macabre, descobri a loja Baby Goth que, como o nome já evidencia, produz artigos alternativos para crianças. Além de adoráveis camisetas pretas com estampas variadas (morcegos, bruxas, caveiras, pentagramas e até um 666), eles tem uma linha de brinquedos que conta com…bichinhos de pelúcia:

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