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***Update – agora com as imagens funcionando***
A propósito de um excelente artigo do Moda de Subculturas sobre a influência de outros períodos históricos na moda subcultural, além da tradicional estética vitoriana, lembrei desse fantástico ensaio da Dazed & Confused.
A ideia das fotografias parte dos complexos personagens femininos da série The Tudors (quem não viu, deveria ver) e a modelo, Katlin Aas, aparece como uma espécie de monarca moderna, com uma aura meio sombria e muitas peças que eu gostaria de ter em casa…

Bonjour, mes enfants obscurs
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Le Déjeuner sur l’Herbe (1863, óleo sobre tela), uma pintura de Manet
O que hoje o imaginário coletivo tem com idéia de piquenique é um conceito que evoluiu no Ocidente desde a Idade Média. Podemos encontrar a origem dele nos banquetes que se organizavam em torno das grandes caçadas da nobreza feudal. Nesses eventos serviam-se apresuntados, carnes de vários preparos (lembrando que a carne, especialmente de caça, era por si só um “artigo de luxo alimentar” na Europa Medieval) e várias iguarias à base de massa recheada e frita, doces e salgadas, chamadas genericamente de pastéis. Em sua essência, a idéia de piequenic se resume a uma refeição ao ar livre, geralmente no campo ou em alguma paisagem agradável que lembre o campo, em que se desfruta de boa companhia, boa comida e divertimentos variados. Podemos encontrar traços disso ao longo do Renascimento e me arrisco e dizer que até mesmo nas tradicionais garden parties (festas de jardim) do século XVIII. Mas foi no século XIX mesmo que a coisa tomou a proporção que povoa o nosso imaginário. E agradeçam àquela senhora rechonchuda que todos nós conhecemos: se os piqueniques já eram comuns na Inglaterra, tornaram-se um verdadeira febre durante a Era Vitoriana graças à predileção da Rainha por eles.
Bonjour, mes enfants obscurs
Seguindo de perto a experiência das meninas de Curitiba (que organizaram um excelente evento e contaram com a dedicação e o comprometimento do povo que caprichou no dresscode), penso que é hora de fazer alguma coisa diferente do habitual na “Sonífera Ilha”, como diz a Thaty – e que, ultimamente, anda numa hibernação mais longa que a habitual.